domingo, 1 de julho de 2012
OBEDECENDO A VONTADE DEUS
É comum pensarmos que não gostamos que nos dirijam, queremos ser independentes, autônomos em nossos pensamentos e ações. Mas isso é um engano, não podemos ser autônomos porque não fomos feitos com essa finalidade e sim para obedecer, para servir. Ao comprar um pneu novo para a minha moto, fui abordado por um jovem que trajava apenas uma cueca rasgada e um pedaço de trapo no pescoço. Ele me balbuciou algo como se estava tudo bem e se ele poderia tirar o trapo do pescoço. Eu disse que sim e ele o fez. Naquele momento senti uma mistura de amor por aquela vida em desperdício e um temor pelo que fazemos à nossa vida ao ajustá-la perfeitamente à sociedade. Sentimos necessidade de nos ajustarmos às pessoas, ao que pensam e ao modo como vivem e às circunstâncias que nos apresentam. O rapaz que eu vi hoje pela rua, estava visivelmente transtornado, aprisionado àquela condição. (eu orei por sua libertação e creio que o Senhor me atendeu) Ele fedia muito e parecia drogado. O trapo que trazia ao pescoço ele colocou dentro da cueca na frente de todos. Depois eu o vi correndo no meio da avenida, como se fizesse jogging. Não me lembro durante quanto tempo fiquei com esse garoto em minha memória e ao que parece não tornarei a vê-lo. Mas esse incidente me fez refletir sobre quanta coisa jaz nesse mundo cheio de maldade e malícia que seduz a tantos e satisfaz de verdade a nenhum. Quantas coisas parecem assim, tão cheias de prazeres, mas na verdade são enganos. Não falo dos sentimentos sinceros e do amor, não, jamais acusaria o amor assim, lembre-se, sou romântico sempre. Mas falo dos prazeres que teimam em tomar o lugar de coisas nobres, que insistem em estar no mesmo paço das coisas realmente importantes, construtivas. Vi pessoas que alienam sua felicidade a lugares, a bens materiais, a coisas que dão prazeres de combustão rápida, de alegria momentânea. Espero manter o meu coração no firme olhar para a verdadeira fonte de felicidade que é Deus que alimenta o amor em meu coração e que me fará feliz em breve. Ele disse pra mim que o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Nunca quis tanto acordar de um sono...
sábado, 7 de abril de 2012
FÉ
ALGUMA DÚVIDA DE QUE É PELA FÉ QUE DEUS SE AGRADA DE NÓS? (HEBREUS 11)
Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.
Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.
Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus.
Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé.
Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.
Pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido.
Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.
Pela fé Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras.
Pela fé Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José, e adorou encostado à ponta do seu bordão.
Pela fé José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel, e deu ordem acerca de seus ossos.
Pela fé Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei.
Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó,
Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível.
Pela fé celebrou a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor dos primogênitos lhes não tocasse.
Pela fé passaram o Mar Vermelho, como por terra seca; o que intentando os egípcios, se afogaram.
Pela fé caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias.
Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias.
ACHO QUE NÃO!
quarta-feira, 4 de abril de 2012
TEMPO
O tempo é atroz, sim, tira tanta coisa da gente... Tira cabelos, dentes, tesão e até a elasticidade da pele. As rugas, que dão tanto dinheiro para a cosmetologia, por conta de tanta gente querendo fingir que não envelhece. Mas até que o tempo traz coisas boas. A gente fica mais esperto com a vida, não cai mais nas velhas ciladas, não ri de qualquer coisa e chora por qualquer coisa (e acreditem, isso é bom). Traz também algumas certezas, como a pessoa com quem viveremos o resto da vida, afinal não dá mais tempo (olha ele aí) pra ficar eternamente procurando e nem mesmo, fechar os olhos quando a pessoa certa chega. Ficamos mais céticos com palavras de efeito, ficamos mais introspectivos e teimosos mas principalmente, ficamos mais medrosos ou cuidadosos ou precavidos, não sei. Penso que o tempo vem repleto mesmo é de um outro "eu" que insiste em se alojar na mente e a mudar a ordem das coisas como se a casa fosse dele, como se as antigas vontades e preferências de uma hora pra outra ficassem, como dizem os estilistas, démodé. O tempo leva amigos, pais, parentes, irmãos, primos, cunhados, conhecidos e ilustres desconhecidos, desses que a gente lê na lápide quando vai enterrar um dos primeiros. O tempo é, como diria meu amigo Francisco Mozar, um cearense arretado, um fidumaégua necessário.
O tempo leva a juventude da gente com a maior cara-de-pau e ainda deixa umas doencinhas de presente para não esquecermos que um dia vamos morrer e virar a lembrança das pessoas que nos conheceram e ainda estão vivas. Mas quando chega a hora do tempo levar a vida, é preciso que tenhamos aproveitado com sabedoria e parcimônia os deleites da vida para que esse fidumaégua nos leve realizados, felizes e fartos de dias.
O tempo leva a juventude da gente com a maior cara-de-pau e ainda deixa umas doencinhas de presente para não esquecermos que um dia vamos morrer e virar a lembrança das pessoas que nos conheceram e ainda estão vivas. Mas quando chega a hora do tempo levar a vida, é preciso que tenhamos aproveitado com sabedoria e parcimônia os deleites da vida para que esse fidumaégua nos leve realizados, felizes e fartos de dias.
sábado, 31 de março de 2012
LIBERDADE
Queime os cordões em volta da sua cabeça, que o amarram e o prendem a um estereótipo autocentrado. Ouça o novo cântico de salvação escrito para os que sabem que são pobres. Deixe o medo que tem do Pai e a antipatia que tem de si. Lembra da história de Dom Quixote? O Cavaleiro dos Espelhos mentiu para ele quando disse: "Veja-se como realmente é. Descubra que você não é um nobre cavaleiro, mas o espantalho ridículo de um homem".
O encantador mente para você quando diz: Não és um cavaleiro, não passas de um tolo fingido. Olha no espelho da realidade. Contempla as coisas como são. O que vês? Nada, além de um velho tolo". O pai das mentiras torce a verdade e distorce a realidade. É o autor do cinismo e do ceticismo, da desconfiança e do desespero, do pensamento doentio e do ódio contra si.
Jesus diz: Eu sou o Filho da compaixão. Você me pertence, e ninguém o tirará de minha mão.
O encantador mente para você quando diz: Não és um cavaleiro, não passas de um tolo fingido. Olha no espelho da realidade. Contempla as coisas como são. O que vês? Nada, além de um velho tolo". O pai das mentiras torce a verdade e distorce a realidade. É o autor do cinismo e do ceticismo, da desconfiança e do desespero, do pensamento doentio e do ódio contra si.
Jesus diz: Eu sou o Filho da compaixão. Você me pertence, e ninguém o tirará de minha mão.
Brennan Manning in Abba's Child
O IMPOSTOR
Esse é o homem que eu mesmo quero ser, mas que não pode existir porque Deus não sabe nada a seu respeito. E ser desconhecido de Deus é excesso de privacidade. O "eu" falso e privado é o que quer existir fora do alcance e da vontade do Amor de Deus - fora da realidade e da vida. Esse "eu" não consegue ser mais que uma ilusão. Não somos bons em reconhecer ilusões, menos ainda as que nos são mais caras, como aquelas com as quais nascemos e que nutrem as raízes do pecado. Para a maioria das pessoas, não há realidade subjetiva maior do que o falso "eu", que não pode existir. A dedicação do culto dessa sombra é o que se chama de "vida de pecado".
James Finley in Merton's Palace of Nowhere.
quarta-feira, 21 de março de 2012
FEITO
Longos braços de carinho;
Doces beijos com olhar de sol;
Tiram defesas, abrem espaços;
Desarmam minha tola resiliência.
Promessas de dias bons;
Tépidas manhãs de amor;
Voz canora, suave, sonora;
Fala "meu bem", "minha vida". Desabo;
Tem pão fresco em sua boca;
Tem beijo na cesta trançada;
Manhãs de simples costumes;
Manhãs de puro amor.
Promessas e planos traçados;
Mudanças de vida e rotina;
O medo mistura sua tinta;
Com a rubra paixão inundada.
Mulher por dentro menina;
Teimoso amor incontido;
Quer viver a vida mais plena;
E morrer no fim;
Ainda amada por mim.
sábado, 17 de março de 2012
HOMENAGEM PÓSTUMA
Hoje fui ao enterro da Gentileza, tive muita dificuldade para chegar lá, muita gente no trânsito não se importou nem um pouco com a minha pressa, levei fechadas, cortadas, buzinadas e alguns palavrões quando pisei mais fundo para me safar do trânsito. Ao chegar ao local onde a Gentileza estava sendo velada, logo na porta, muitos dos parentes estavam com dificuldades para entrar, pessoas estranhas se acotovelavam diante do caixão, cheios de curiosidade e pouquíssima intimidade com a falecida. Ao entrar, vi muitas senhoras de pé, algumas delas grávidas, enquanto vários jovens estavam sentados, alguns com os pés em outras cadeiras.
Ao tentar me aproximar para prestar minhas homenagens, vi que o caixão estava vazio. A princípio não entendi, só me dei conta do que estava acontecendo quando percebi ao meu lado uma criança dando um pedaço de pão para um cachorro faminto. Então ela levantou do caixão cambaleante, toda machucada, ferida e mutilada para tentar mais uma vez.
Ao tentar me aproximar para prestar minhas homenagens, vi que o caixão estava vazio. A princípio não entendi, só me dei conta do que estava acontecendo quando percebi ao meu lado uma criança dando um pedaço de pão para um cachorro faminto. Então ela levantou do caixão cambaleante, toda machucada, ferida e mutilada para tentar mais uma vez.
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