Na postagem de hoje, vou falar de um assunto bastante importante, a troca da transmissão. A maioria de nós é bastante preocupada com a lubrificação da transmissão das nossas motocas para aumentar a vida útil do conjunto pinhão, corrente e coroa.
Andar com a moto sem lubrificação, fazer trocas forçadas de marcha, passar a marcha "no tempo" pode reduzir significativamente a vida útil da transmissão da sua moto, sendo necessária a troca do conjunto que, dependendo da sua moto, pode sair por um preço mais salgado que você gostaria.
Para você saber se sua corrente está precisando ser trocada, verifique a folga existente entre a corrente e a coroa com a moto no neutro. Se você tentar mexer a corrente e sentir a folga na mão, já está na hora de trocar o conjunto. Outro sinal bastante característico é a folga existente nos roletes da corrente. Se apresentarem folga, significa que sua corrente já trabalhou muito ou trabalhou em condições de pouca lubrificação. Além disso, o afundamento dos dentes da coroa e do pinhão são sinais evidentes de que está na hora de gastar aquela grana na substituição da "relação" da sua motoca.
Esteja atento às peças oferecidas por oficinas não autorizadas, peças ditas genéricas, podem ter uma durabilidade menor e acabar saindo mais caro que a peça original. Tente verificar a marca da coroa, do pinhão e da corrente para substituir por outra da mesma marca, esteja atento também às especificações para adquirir o conjunto indicado para a sua motoca.
Caso a grana esteja curta e você opte por fazer a troca de uma peça de cada vez, deixe a corrente para ser substituída por último. Você vai observar que a corrente usada vai ficar ruidosa trabalhando com pinhão e/ou coroa novos mas vai ser possível andar durante um curto período de tempo. Evite saídas fortes e trocas de marcha abruptas enquanto todo o conjunto não é trocado. Ande devagar e evite marchas altas em baixa velocidade para não chacoalhar muito a transmissão. Durante esse tempo, seja ainda mais cuidadoso com folga e lubrificação da corrente e assim que for possível, troque o que estiver faltando para não comprometer peças ainda mais importantes da sua moto. Salve!
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
sábado, 10 de fevereiro de 2018
IRMANDADE DUAS RODAS
Hoje eu saí de casa com minha linda garupeira pra gente tomar um café da manhã fora da rotina. Saímos cedo e fomos atrás de uma padaria de bairro, daquelas com aquele café da manhã barato e farto e acabamos por tomar um café "gourmetizado" por causa do mau atendimento na única padaria de bairro que a gente encontrou com o café farto e barato que a gente tanto queria. Depois demos uma volta na praia, andei bem devagar para apreciar a brisa da manhã, o sol, a bela vista da praia que, por sinal, é um santo remédio para o estresse.
Na volta, com a mesma falta de pressa de uma manhã bem calma de sábado de carnaval, tomamos o caminho de volta pra casa, felizes com o carnaval que esvazia as ruas da capital e leva quase todos para as cidades do interior, deixando a cidade praticamente vazia, um bálsamo pra quem, em dias úteis, trafega pelo menos um terço do trajeto até o trabalho pelo corredor, tanto na ida quanto na vinda.
A uma certa altura, emparelhou comigo, um rapaz numa XJ6. Competitivo que sou, logo pensei - esse tá querendo um rachinha até o próximo semáforo - mas eu estava errado. O rapaz da "xijota" tava admirando a emitê, minha motoca, vendo ela desfilar na avenida...
Veja, não é vaidade minha, é a moto. Aliás, são todas as motos, todas elas são projetadas para serem bonitas nas ruas de algum jeito. E quanto mais potente, mais apelo visual os fabricantes aplicam e mais a gente baba nesses monstros de duas rodas. E o rapaz veio acompanhando, ora emparelhava, ora ficava pra trás, dava pra perceber que o "traçado" dele na avenida, tinha como finalidade deixar minha moto bem à vista. E quem deseja uma moto, sabe como a gente fica embasbacado, olhando e imaginando quando a gente finalmente conseguir comprar um "motorzão". Então eu deixei ele olhar, mantive um ritmo mais lento, afinal tinha um certo tráfego e minha garupeira não merece sentir o solavanco das ruas.
Mas eu não estava só preservando o traseiro da minha garupeira, o componente da vaidade comum aos donos de motos grandes, estava lá, apresentando a moto, mantendo a rotação levemente alta pra aumentar o ronco pobre da emitê. Você que está lendo este texto pode até dizer - ih, que coisa feia, vaidoso por causa da moto - mas não se trata disso. Trata-se de reconhecer em outra pessoa, o gosto pelo motociclismo, pelo gosto por motos grandes, pelas lendárias, pelas motos que marcaram gerações e porque não, pela Master of Torque que me leva e me traz de segunda a sexta para o trabalho? Esse sentimento que temos quando nos agrupamos, quando criamos os grupos de moto pra dar um "rolê"pela cidade, não é só de vaidade, é também uma fraternidade, um desejo sincero de compartilhar com os colegas o quão divertido e empolgante é subir numa moto pensada, desenhada, moldada, montada e ajustada para ser empolgante, impávida, desafiadora.
Espero sinceramente que todos os amantes de moto encontrem a sua moto perfeita, a moto que faz sua cabeça, a última, o fim da procura. E a gente se encontra pelas estradas, ou num motofest qualquer pelo Brasil. Salve!
Na volta, com a mesma falta de pressa de uma manhã bem calma de sábado de carnaval, tomamos o caminho de volta pra casa, felizes com o carnaval que esvazia as ruas da capital e leva quase todos para as cidades do interior, deixando a cidade praticamente vazia, um bálsamo pra quem, em dias úteis, trafega pelo menos um terço do trajeto até o trabalho pelo corredor, tanto na ida quanto na vinda.
A uma certa altura, emparelhou comigo, um rapaz numa XJ6. Competitivo que sou, logo pensei - esse tá querendo um rachinha até o próximo semáforo - mas eu estava errado. O rapaz da "xijota" tava admirando a emitê, minha motoca, vendo ela desfilar na avenida...
Veja, não é vaidade minha, é a moto. Aliás, são todas as motos, todas elas são projetadas para serem bonitas nas ruas de algum jeito. E quanto mais potente, mais apelo visual os fabricantes aplicam e mais a gente baba nesses monstros de duas rodas. E o rapaz veio acompanhando, ora emparelhava, ora ficava pra trás, dava pra perceber que o "traçado" dele na avenida, tinha como finalidade deixar minha moto bem à vista. E quem deseja uma moto, sabe como a gente fica embasbacado, olhando e imaginando quando a gente finalmente conseguir comprar um "motorzão". Então eu deixei ele olhar, mantive um ritmo mais lento, afinal tinha um certo tráfego e minha garupeira não merece sentir o solavanco das ruas.
Mas eu não estava só preservando o traseiro da minha garupeira, o componente da vaidade comum aos donos de motos grandes, estava lá, apresentando a moto, mantendo a rotação levemente alta pra aumentar o ronco pobre da emitê. Você que está lendo este texto pode até dizer - ih, que coisa feia, vaidoso por causa da moto - mas não se trata disso. Trata-se de reconhecer em outra pessoa, o gosto pelo motociclismo, pelo gosto por motos grandes, pelas lendárias, pelas motos que marcaram gerações e porque não, pela Master of Torque que me leva e me traz de segunda a sexta para o trabalho? Esse sentimento que temos quando nos agrupamos, quando criamos os grupos de moto pra dar um "rolê"pela cidade, não é só de vaidade, é também uma fraternidade, um desejo sincero de compartilhar com os colegas o quão divertido e empolgante é subir numa moto pensada, desenhada, moldada, montada e ajustada para ser empolgante, impávida, desafiadora.
Espero sinceramente que todos os amantes de moto encontrem a sua moto perfeita, a moto que faz sua cabeça, a última, o fim da procura. E a gente se encontra pelas estradas, ou num motofest qualquer pelo Brasil. Salve!
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
CACHORRO LOUCO COM MUITO ORGULHO
Se você disser que pilota sua moto todos os dias e não sente um tantinho assim de medo em pelo menos uma única parte do trajeto, ou você é mais imprudente do que eu pensava ou eu sou mais covarde do que eu imaginava. Sempre que ando de moto, passo por pequenas situações que exigem um pouco mais de cautela.
Reconheço, claro, que não sou tão piloto quanto um cachorro louco, esses caras são verdadeiros ninjas do trânsito, pilotam no limite entre a aderência e a derrapagem, entre a quebrada de asa e o capote. Não estou falando do prego que corre numa bicheira viciada e se aventura a matar e morrer no trânsito. Estou falando do cara que pilota sabendo o que está fazendo, que assume o risco do corredor estreito, da ultrapassagem no limite, da esquiva do roda presa, da canetada na lateral do ônibus - esse cara eu respeito - o cara da aranha arrumada na garupa ou o strep preso no guidão, o sujeito com a capinha de chuva, ou do saco de lixo com três furo no fundo pra vestir, do saco de supermercado no pé pra não molhar o sapato. O homem do capacete cor-de-rosa.
Enquanto eu sigo desajeitado, medindo "no olho" se minha moto passa, se o carro vai ou não vai dançar na faixa, o dono do capacete rosa já foi, já passou nos últimos segundos do amarelo e já tá costurando o próximo barbeiro, jogando luz na cara dele pelo retrovisor pra ser notado.
Confesso que tenho aquele prazer infante em deixá-los para trás quando abre o sinal. Quando paramos lado a lado, percebo os olhares de admiração e curiosidade pela minha moto que é mais do que o sonho de consumo de muitos deles.
Mas basta o trânsito engrossar pra nossa diferença de até 725 cilindradas ser compensada por uma habilidade sem igual. Não teria coragem sequer de aprender tais manobras.
Talvez eu seja só um roda presa mesmo, só um motorzão atrapalhando o fluxo. Salve!
Reconheço, claro, que não sou tão piloto quanto um cachorro louco, esses caras são verdadeiros ninjas do trânsito, pilotam no limite entre a aderência e a derrapagem, entre a quebrada de asa e o capote. Não estou falando do prego que corre numa bicheira viciada e se aventura a matar e morrer no trânsito. Estou falando do cara que pilota sabendo o que está fazendo, que assume o risco do corredor estreito, da ultrapassagem no limite, da esquiva do roda presa, da canetada na lateral do ônibus - esse cara eu respeito - o cara da aranha arrumada na garupa ou o strep preso no guidão, o sujeito com a capinha de chuva, ou do saco de lixo com três furo no fundo pra vestir, do saco de supermercado no pé pra não molhar o sapato. O homem do capacete cor-de-rosa.
Enquanto eu sigo desajeitado, medindo "no olho" se minha moto passa, se o carro vai ou não vai dançar na faixa, o dono do capacete rosa já foi, já passou nos últimos segundos do amarelo e já tá costurando o próximo barbeiro, jogando luz na cara dele pelo retrovisor pra ser notado.
Confesso que tenho aquele prazer infante em deixá-los para trás quando abre o sinal. Quando paramos lado a lado, percebo os olhares de admiração e curiosidade pela minha moto que é mais do que o sonho de consumo de muitos deles.
Mas basta o trânsito engrossar pra nossa diferença de até 725 cilindradas ser compensada por uma habilidade sem igual. Não teria coragem sequer de aprender tais manobras.
Talvez eu seja só um roda presa mesmo, só um motorzão atrapalhando o fluxo. Salve!
DE DUAS RODAS TODOS OS DIAS
A memória mais remota que tenho das minhas aventuras em duas rodas é uma competição de bicicleta em 1978 na escola em que eu estudava. Aprendi com o meu saudoso tio, José Bibiano Galvão ou Zé Pombo, como era conhecido por todos, o dono da kombi mais detonada de toda a cidade, a andar de bicicleta sem rodinha no mesmo dia e no (imenso e cimentado) quintal da minha casa.
No mesmo dia em que ganhei a tal caloi amarela, acho que já me apaixonei por esse negócio de andar em duas rodas, achava fascinante a mistura de medo e excitação em subir num equipamento projetado e construído para a diversão mas também para servir como meio de transporte.
Quando entrei na adolescência, ganhei uma bicicleta maior e como estava na idade de fazer pequenas compras, era constantemente "desafiado" pela minha mãe a ir à quitanda comprar isso ou aquilo. Essa tarefa, me trazia um certo temor excitante, uma certa tensão em sair de bicicleta com uma "missão", e isso era o suficiente para ficar "concentrado" o trajeto inteiro.
Depois da adolescência, o foco mudou para meninas e bate bola no campinho, deixando a bike de lado. Sinceramente eu não lembro que fim essa bicicleta teve, se enferrujou, se foi dada ou se foi vendida. Confesso que não lembro.
Depois da adolescência, o foco mudou para meninas e bate bola no campinho, deixando a bike de lado. Sinceramente eu não lembro que fim essa bicicleta teve, se enferrujou, se foi dada ou se foi vendida. Confesso que não lembro.
Depois de muitos anos passados, já na casa dos trinta e poucos anos, por única necessidade de me locomover a baixo custo, comprei uma honda biz para andar pela cidade. E lá veio de novo aquele misto de excitação e medo que eu sentia na bike. Naquele momento, não dei muita importância, estava preocupado com problemas de adulto e por isso não dei asas para esse sentimento que me parecia até meio infantil naquele momento.
Assim que o tempo da biz ficar comigo passou, quando findou o tal trabalho, já estava pronto para me concentrar em outros objetivos como leitura e docência, quando fui presenteado com uma honda titan dourada de 150cc. Imagino que devo ter dado sinais de que me divertia com a biz, talvez estivesse estampado na minha cara que andar por aí de motoca, me deixava com cara de felicidade.
A titan era consistente e de manutenção muito barata, fiquei tão empolgado com ela que resolvi testar ir até Morros-MA, uma cidade balneário a 104 km da minha casa um trajeto relativamente curto mas desafiador para uma moto daquela cilindrada no meio de tantos caminhões, ônibus e carros muito mais velozes que eu. Quando finalmente cheguei em casa, disputavam liderança em mim dois sentimentos, uma dor na parte interna da coxa, como se eu tivesse ficado de castigo sobre um muro sem reboco o dia inteiro, causado pelo desconforto do banco estreito da moto por tanto tempo, e uma sensação de felicidade, de conquista que eu não experimentava desde a tal competição em 1978.
Daí então eu entendi que o meu coração tem cilindrada e que não largaria mais do guidão até quando Deus assim quisesse.
Deste dia em diante, foi uma questão de tempo para passar da titan para uma CB300, depois para uma CB600F Hornet, moto esta que tomou para si, um lugar eterno em meu coração, depois de me levar, mas não somente por isso, para Fortaleza-CE e Poços de Caldas-MG na mais absoluta fúria nas estradas. Hoje ando por aqui e por ali, diariamente com a minha primeira Yamaha, uma MT-09 que já tem em seu currículo, duas idas à capital federal e muitos sustos em baixa rotação, quando não coloco seu modo de pilotagem de "bons modos".
O futuro? Bem, o futuro a Deus pertence, espero me manter saudável e capaz o suficiente para curtir ainda, quem sabe, o falcão peregrino a hayabusa da suzuki ou simplesmente, me aquietar atrás do tanque de uma seca-sovaco confortável e estilosa até não ter mais idade para tais aventuras (se é que isso existe).
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
QUAL A IDADE CERTA PARA TER UMA MOTO?
E aí, beleza? Não foi uma nem duas vezes que, conversando com pessoas sobre motociclismo e sobre a conduta do motociclista em situações de perigo, acabamos passando pelo tema "idade para ter uma moto". Respondendo taxativamente: não há uma idade certa. Mas antes desta resposta, cabem algumas considerações que acho importante fazer.
Em primeiro lugar, idade não seria o fator preponderante e sim maturidade. Não estamos falando de apenas um meio de transporte mas de uma paixão e como tal, sujeita a comportamentos digamos, exagerados, em situações que envolvam conter-se diante da vontade de acelerar ou pilotar agressivamente.
Responder a essa pergunta para si mesmo requer honestidade absoluta em reconhecer em si mesmo a dificuldade em não reagir impulsivamente no trânsito. Dessa forma, você poderá avaliar não só se você está preparado para ter uma moto mas também qual a moto ideal para você, caso a resposta da primeira pergunta seja um "sim".
Vou dar um exemplo: se você se reconhece como um motorista irritadiço, impaciente e intolerante com as barbeiragens dos outros motoristas, isso pode significar duas coisas: ou você realmente precisa manter-se dentro de um veículo de quatro rodas ou então já passou da hora de você ter uma moto. Na maioria dos casos, essa impaciência, irritação e intolerância está mais ligado à vontade de se libertar do trânsito sobre uma moto do que a hipótese de você ser um "perigo ambulante" seja de quatro ou duas rodas. A experiência de andar de moto além de libertadora, é didática. Fará você repensar sua conduta, além de reduzir quase a zero as situações de estresse no trânsito provocados pela imperícia ou imprudência de terceiros. Você experimentará também alguns "sustos" bem disciplinadores que farão de você um sujeito menos propenso a manobras radicais no trânsito.
Seja a bordo do seu possante ou pilotando da sua motoca pelas estradas, o importante é divertir-se e ganhar experiência atrás do volante ou do guidão e tornar-se um condutor que colabora com a segurança da cidade e protege a si e aos outros. Abraço!
Em primeiro lugar, idade não seria o fator preponderante e sim maturidade. Não estamos falando de apenas um meio de transporte mas de uma paixão e como tal, sujeita a comportamentos digamos, exagerados, em situações que envolvam conter-se diante da vontade de acelerar ou pilotar agressivamente.
Responder a essa pergunta para si mesmo requer honestidade absoluta em reconhecer em si mesmo a dificuldade em não reagir impulsivamente no trânsito. Dessa forma, você poderá avaliar não só se você está preparado para ter uma moto mas também qual a moto ideal para você, caso a resposta da primeira pergunta seja um "sim".
Vou dar um exemplo: se você se reconhece como um motorista irritadiço, impaciente e intolerante com as barbeiragens dos outros motoristas, isso pode significar duas coisas: ou você realmente precisa manter-se dentro de um veículo de quatro rodas ou então já passou da hora de você ter uma moto. Na maioria dos casos, essa impaciência, irritação e intolerância está mais ligado à vontade de se libertar do trânsito sobre uma moto do que a hipótese de você ser um "perigo ambulante" seja de quatro ou duas rodas. A experiência de andar de moto além de libertadora, é didática. Fará você repensar sua conduta, além de reduzir quase a zero as situações de estresse no trânsito provocados pela imperícia ou imprudência de terceiros. Você experimentará também alguns "sustos" bem disciplinadores que farão de você um sujeito menos propenso a manobras radicais no trânsito.
Seja a bordo do seu possante ou pilotando da sua motoca pelas estradas, o importante é divertir-se e ganhar experiência atrás do volante ou do guidão e tornar-se um condutor que colabora com a segurança da cidade e protege a si e aos outros. Abraço!
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
MT-09 AME-A OU DEIXE-A
Vocês já viram como a arrancada de uma MT-09 é bruta? Se você nunca experimentou o coice dessa moto numa saída de semáforo, você ainda não tomou o seu maior susto em arrancada. A zero nove é uma moto muito forte com uma dianteira muito leve, a combinação perfeita para uma empinada acidental ou um "grau" sem querer. É preciso ir se acostumando com o torque da moto, "calibrando" a torcida da mão pra não ir pro chão (até rimou).
Esse é um dos motivos pelos quais eu intitulei esta postagem como "MT-09 AME-A OU DEIXE-A", se você vem de uma moto de cilindrada até a faixa dos 300cc você poderá tomar uns bons sustos antes de se acostumar com a força do motor da 09 e com a tendência de "chimar"(do inglês to chime - chocalhar) nas saídas ou retomadas mais fortes.
Outro motivo que faz da zero nove uma moto peculiar é a pedaleira alta do garupa que pode deixar sua companhia do rolê de cócoras. Isso aliado a um estofamento econômico nessa região e nenhum lugar para segurar senão o corpo do piloto, faz dela uma motoca pouco recomendada para caronas.
Além disso, seu garfo mais longo e suspensão Motard (palavra francesa para motociclista que em "motoquês" se refere a motos capazes de encarar com desenvoltura trechos de asfalto e terra).
Um último aspecto que eu apontaria como uma oportunidade de melhoria para a MT-09 seria um tanque maior e melhor arqueado. Como é possível fazer uma viagem bastante confortável com esse monstro de duas rodas, esse aumento na autonomia deixaria o viajante da mais potente das "Master of Torque" menos preocupado com a hora do abastecimento e uma caprichada na arqueação do tanque poderia indicar, no medidor de combustível, um consumo mais gradual em vez do "se estiver a dois traços da reserva abasteça logo". E finalmente, um escapamento um pouco mais ruidoso para aumentar a segurança avisando aos veículos de 4 rodas ou mais que você está por perto.
O que temos além destas observações é uma moto potente, divertida, boa de curva, com uma retomada forte em qualquer marcha, freios eficientes, posição de pilotagem confortável, apoio dos pés na mesma linha do corpo ampliando o conforto, uma improvável leveza em marcha lenta e tomando os cuidados necessários, um canhão no asfalto. Um abraço e não corte o giro da sua moto, seu zé ruela.
Esse é um dos motivos pelos quais eu intitulei esta postagem como "MT-09 AME-A OU DEIXE-A", se você vem de uma moto de cilindrada até a faixa dos 300cc você poderá tomar uns bons sustos antes de se acostumar com a força do motor da 09 e com a tendência de "chimar"(do inglês to chime - chocalhar) nas saídas ou retomadas mais fortes.
Outro motivo que faz da zero nove uma moto peculiar é a pedaleira alta do garupa que pode deixar sua companhia do rolê de cócoras. Isso aliado a um estofamento econômico nessa região e nenhum lugar para segurar senão o corpo do piloto, faz dela uma motoca pouco recomendada para caronas.
Além disso, seu garfo mais longo e suspensão Motard (palavra francesa para motociclista que em "motoquês" se refere a motos capazes de encarar com desenvoltura trechos de asfalto e terra).
Um último aspecto que eu apontaria como uma oportunidade de melhoria para a MT-09 seria um tanque maior e melhor arqueado. Como é possível fazer uma viagem bastante confortável com esse monstro de duas rodas, esse aumento na autonomia deixaria o viajante da mais potente das "Master of Torque" menos preocupado com a hora do abastecimento e uma caprichada na arqueação do tanque poderia indicar, no medidor de combustível, um consumo mais gradual em vez do "se estiver a dois traços da reserva abasteça logo". E finalmente, um escapamento um pouco mais ruidoso para aumentar a segurança avisando aos veículos de 4 rodas ou mais que você está por perto.
O que temos além destas observações é uma moto potente, divertida, boa de curva, com uma retomada forte em qualquer marcha, freios eficientes, posição de pilotagem confortável, apoio dos pés na mesma linha do corpo ampliando o conforto, uma improvável leveza em marcha lenta e tomando os cuidados necessários, um canhão no asfalto. Um abraço e não corte o giro da sua moto, seu zé ruela.
QUAL É A MINHA MOTO?
Quem tem moto e gosta de andar de moto sabe que o ato de pilotar está mais ligado ao prazer de estar na moto do que à necessidade de chegar mais rápido ou economizar uma boa grana consumindo menos combustível.
Se você for realmente um apreciador de motocicletas, vai perceber com o tempo que não existe moto melhor ou pior, existe uma moto que se parece com você, aquela sua companheirona de todos os dias que nem precisa ser de alta cilindrada, basta ser a sua motoca do coração. Você até vai ver umas "motonas" nas ruas da sua cidade passando a milhão e te deixando com vontade de ter um "motorzão", mas isso passa quando você sabe que pilota pelo prazer de pilotar a sua moto. Um dia, quem sabe, você vai ter sua moto de alta cilindrada e vai pilotar com o mesmo prazer que pilota a sua magrela pela cidade.
E é justamente sobre as motos da sua vida que eu estou falando, da sua trajetória como motociclista, desde a sua primeira moto, a que te ensinou o básico sobre o que é andar na cidade e a moto que você não vai mais querer trocar, a sua moto definitiva, que tem a sua cara, o seu jeito e, principalmente, seu ritmo, sua tocada.
Espero que você descubra rapidamente qual a sua moto definitiva, a última moto da sua garagem, a que transforma a ação de pilotar numa experiência sensorial. Abraço a todos.
Se você for realmente um apreciador de motocicletas, vai perceber com o tempo que não existe moto melhor ou pior, existe uma moto que se parece com você, aquela sua companheirona de todos os dias que nem precisa ser de alta cilindrada, basta ser a sua motoca do coração. Você até vai ver umas "motonas" nas ruas da sua cidade passando a milhão e te deixando com vontade de ter um "motorzão", mas isso passa quando você sabe que pilota pelo prazer de pilotar a sua moto. Um dia, quem sabe, você vai ter sua moto de alta cilindrada e vai pilotar com o mesmo prazer que pilota a sua magrela pela cidade.
E é justamente sobre as motos da sua vida que eu estou falando, da sua trajetória como motociclista, desde a sua primeira moto, a que te ensinou o básico sobre o que é andar na cidade e a moto que você não vai mais querer trocar, a sua moto definitiva, que tem a sua cara, o seu jeito e, principalmente, seu ritmo, sua tocada.
Espero que você descubra rapidamente qual a sua moto definitiva, a última moto da sua garagem, a que transforma a ação de pilotar numa experiência sensorial. Abraço a todos.
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