quinta-feira, 15 de março de 2012
DIA
Acordar, beijo, cafuné, beijo, café, pão quente, aspartame branco, banho, uniforme, roupa, beijo, banco, vale, trabalho, saudade, telefone, trabalho, saudade, telefone, almoço, saudade, trabalho, saudade, casa, beijo, conversa, beijo, janta, beijo, banho, beijo, televisão, beijo, cama,
beijo, beijo, beijo, beijo, beijo, beijo ...
sábado, 18 de fevereiro de 2012
VERDADE
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" João 8:32. Quando a palavra do Senhor trata da verdade, ela não fala simplesmente do falar a verdade, do revelar. Fala de uma atitude de verdade, de uma entrega das suas convicções e uma certa coerência atitudinal harmonizada que não ofusca a lógica ou a fluidez dos fatos. A carência da humanidade de viver tais verdades, cria uma verdadeira teia de fatos paralelos, uma grande massa de informações desconexas que levam as pessoas a se afastarem da vontade do Senhor e a endurecer seus corações e mentes para as coisas que verdadeiramente importam e tranquilizam nossa mente e nosso espírito, afastando toda a inquietude e aflição.
A libertação da nossa mente se dá quando nos damos conta da nossa verdadeira missão como cristãos tementes ao Senhor, observando Suas palavras como que impressas em nossos corações, não dialética cristã ou uma vida dissociada do Evangelho como se Deus fosse um departamento da sua vida e não a grande comissão a ser assumida perante tudo e todos.
Quando penso nos administradores do nosso país, do nosso estado, do nosso município, vejo o quanto ainda temos que orar por eles. Graças a Deus.
Quando penso nos administradores do nosso país, do nosso estado, do nosso município, vejo o quanto ainda temos que orar por eles. Graças a Deus.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
DEDICAÇÃO
Sempre tive um respeito muito grande pelas mulheres batalhadoras, que são competentes profissionais e ainda são donas de casa, incansáveis, que consomem seu precioso fim de semana, servindo aos seus amores. Limpando, cosendo, cozendo, lavando, servindo, elas expressam um amor incondicional aos seus, entregando-se aos labores com uma abnegação de fazer inveja até a
Agnes Gonxha Bojaxhiu ou a Mohandas Karamchand.
Tenho convivido com uma dessas mulheres espantosas e confesso que por vezes me assusto com tanta energia desprendida em servir e me pego pensando se estou à altura de tanto zelo, apesar da nossa natural predileção por cuidar, herdada do ramo Galvão da nossa família.
Sempre presencio seu momento de alegria quase velada (a não ser pelos lindos e expressivos olhos a denunciar-lhe) precedido de um trabalho duro e minucioso. E o melhor exemplo disso é quando essa super-mulher decide alimentar seus amores. Qualquer pessoa com jornada tripla, faria uma comida bem simples, bem fácil de fazer que não lhe tomasse tanto tempo. No entanto ela, o foco do amor de todos desta casa, prepara comidas, não com a simples expectativa de alimentar os seus, mas como que reafirmar a si mesma a sua incontestável e comprovada capacidade de cuidar.
E tudo isso sem perder sua delicadeza natural, sua simplicidade, seu romantismo e sincero amor por todos nós que também a amamos.
Ah! Um adjetivo para ela? Desculpe, não encontrei nenhuma à altura.
sábado, 28 de janeiro de 2012
SIMPLICIDADE
Eu assistia a uma comédia intitulada "O todo poderoso" onde Morgan Freeman no papel de Deus, disse ao Jim Carrey - As pessoas mais felizes que eu conheço, voltam fedendo para casa no final de um dia de trabalho - Essa afirmação ficou gravada durante um tempo em minha memória principalmente por asseverar a importância das coisas simples em nossas vidas. Tenho experimentado prazeres em coisas tão simples, coisas que para qualquer outra pessoa seriam tão triviais...
É claro que a Claudinha a pessoa que tem catalisado todas essas coisas em minha vida, a pessoa que tem marcado em minha vida com doces expressões de carinho, dedicação e amor. Simplesmente olhar o tempo, falar do cotidiano, deitar numa rede só pra ficar se olhando, dormir "de conchinha" ou simplesmente dobrar roupas lavadas, ganham uma importância não por sua relevância social ou cultural, mas pelo simples enlevo da alma em compartilhar com quem amo momentos tão simples.
A grandeza do amor está em modelar nossas vidas à forma da graça de Deus. Nem todos os momentos serão assim, nem todas as horas serão felizes, nem todos os dias serão fáceis. Mas todos os olhares, intenções e compromisso serão eternos, conforme e vontade do Altíssimo.
Graças a Deus, tu tens em tuas as mãos as cores que colorem a minha vida com as cores mais vivas, com uma graça e um brilho inigualáveis. Mas com simples pinceladas, despretensiosamente perfeitas, amorosamente traçadas. Sem grandes pretensões de uma obra de arte, mas com toda a virtuose de quem está pronta para abraçar uma vida inteira compartilhando um amor sem precedentes em nossas vidas.
Sou grato a Deus por sua existência.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Comunicação
Será que as pessoas vão voltar a se comunicar com clareza? Detesto a miopia dos lingüistas (com trema mesmo) que insistem em dizer que a linguagem se moderniza com a estultícia midiática televisiva. Vejo riqueza na comunicação dos jovens, no classicismo dos idosos como meu amado pai Esclepíades que sempre falou um português impecável. Aliás, se existe uma pessoa que me influenciou poderosamente esse foi meu pai, um eterno inconformado com a insistente falta de jeito das pessoas com o vernáculo. Sempre me lembro de um programa matutino de rádio em que o locutor avisava os ouvintes sobre cargas, pessoas e recados indo e vindo de várias partes do estado. Tenho saudade do tempo de simplicidade onde a comunicação era um bom e ingênuo instrumento e não apenas um malabarismo onde espertalhões tentam nos fazer consumir e entender as coisas pelas quais eles ganham vultuosas quantias em dinheiro.
Aproveitando este blog, quero avisar a D. Miúda, filha do seu Riba da feira, que Dequinho de Jacobina tá chegando de bate-vento mais Deusa e D. Filó. Estão trazendo dois paneiros de farinha pra deixar na casa de Santinha. Vão chegar na primeira viagem de quinta-feira, daqui mais três dias.
Privilégio meu ter ouvido coisas assim tão ricas.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
FELIZ ANO NOVO
2012
Hoje é dia 02/01/2012. Neste meu aniversário de 41,5095890410959 anos, perfeitamente calculados pelo meu Excel, ainda existem muitas coisas a serem vividas. Meu passado, cheio de senões e de porquês, dá lugar a um presente cheio de verdade, olho no olho, cara limpa e coração aberto. Ainda me pego preocupado com o que posso passar, com o que posso sofrer... Mas ora veja, a decisão de mudar não foi minha? Não foi meu o pontapé de uma relação mais honesta com meus sentimentos? Então tenho que ter a coragem de ousar. Tenho que ter sangue nas veias e coração firme.
Tenho seguido em frente, meio desastrado, confesso, mas aprendendo a andar só com Jesus. Conto com a misericórdia do Senhor e com a compreensão que a minha sabedoria em discernir a verdade da mentira vem de Deus e da sua infinita bondade. Nestes dois meses, tenho me sentido vivo, desperto, sem medo de viver, aproveitando cada contração que a alegria impõe aos músculos do meu rosto e me transfigura em um Roberto que eu não via no espelho há tempos...
Eu? Ligar para o que falam? Tenho razões que poderiam encher várias páginas de grossos livros e que explicam à exaustão o porque de estar diferente. Eu tenho um compromisso comigo. Eu tenho um compromisso com a minha felicidade. Nestes tempos de vida em obras, percebo que assim como em obras de construção civil, desvios são criados, novas rotas são abertas, temporária ou permanentemente. Os que estavam acostumados com as rotas velhas vão estranhar as vias, mas para os que passam pelas primeiras vezes, vão contemplar a paisagem, ver que vista é bonita e não ficarão chocados se a mão mudou, se a avenida por onde passavam carros em alta velocidade, preocupados apenas em trafegar, ou caminhões pesados, que arrasavam o pavimento feito com carinho, agora dão lugar a uma estradinha linda, bem arborizada, por onde trafega um certo carrinho vermelho. A estrada está em construção, o pavimento ainda é fino, mas as rodas desse simpático carrinho, mais acariciam que rodam. E este, não vai passar simplesmente, é rota diária, numa estradinha mais simples, sem grandes trevos ou sinalizações complicadas, mas com um charme que nunca teve, onde o sol está sempre nascendo, onde as árvores se curvam gentilmente para fazer sombra ao tal carrinho, que não corre, não faz ultrapassagens perigosas ou freadas bruscas porque instintivamente sem uma placa sequer, sabe que não é para rodar, mas sentir o perfume das flores que sempre brotaram à margem.
Hoje é dia 02/01/2012. Neste meu aniversário de 41,5095890410959 anos, perfeitamente calculados pelo meu Excel, ainda existem muitas coisas a serem vividas. Meu passado, cheio de senões e de porquês, dá lugar a um presente cheio de verdade, olho no olho, cara limpa e coração aberto. Ainda me pego preocupado com o que posso passar, com o que posso sofrer... Mas ora veja, a decisão de mudar não foi minha? Não foi meu o pontapé de uma relação mais honesta com meus sentimentos? Então tenho que ter a coragem de ousar. Tenho que ter sangue nas veias e coração firme.
Tenho seguido em frente, meio desastrado, confesso, mas aprendendo a andar só com Jesus. Conto com a misericórdia do Senhor e com a compreensão que a minha sabedoria em discernir a verdade da mentira vem de Deus e da sua infinita bondade. Nestes dois meses, tenho me sentido vivo, desperto, sem medo de viver, aproveitando cada contração que a alegria impõe aos músculos do meu rosto e me transfigura em um Roberto que eu não via no espelho há tempos...
Eu? Ligar para o que falam? Tenho razões que poderiam encher várias páginas de grossos livros e que explicam à exaustão o porque de estar diferente. Eu tenho um compromisso comigo. Eu tenho um compromisso com a minha felicidade. Nestes tempos de vida em obras, percebo que assim como em obras de construção civil, desvios são criados, novas rotas são abertas, temporária ou permanentemente. Os que estavam acostumados com as rotas velhas vão estranhar as vias, mas para os que passam pelas primeiras vezes, vão contemplar a paisagem, ver que vista é bonita e não ficarão chocados se a mão mudou, se a avenida por onde passavam carros em alta velocidade, preocupados apenas em trafegar, ou caminhões pesados, que arrasavam o pavimento feito com carinho, agora dão lugar a uma estradinha linda, bem arborizada, por onde trafega um certo carrinho vermelho. A estrada está em construção, o pavimento ainda é fino, mas as rodas desse simpático carrinho, mais acariciam que rodam. E este, não vai passar simplesmente, é rota diária, numa estradinha mais simples, sem grandes trevos ou sinalizações complicadas, mas com um charme que nunca teve, onde o sol está sempre nascendo, onde as árvores se curvam gentilmente para fazer sombra ao tal carrinho, que não corre, não faz ultrapassagens perigosas ou freadas bruscas porque instintivamente sem uma placa sequer, sabe que não é para rodar, mas sentir o perfume das flores que sempre brotaram à margem.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
SÓ UM POUCO DE MIM
Quem quer me conhecer tem que gostar de pensar. Porque eu não sou uma pessoa fácil de entender. Mas afinal quem o é? Tem horas que eu sou brando como uma brisa da noite. Outras horas sou NaOH puro. Gosto do silêncio, das coisas ditas com clareza, gosto de palavras inteiras, das verdades inteiras, não das meias, Gosto das coisas simples da vida, como comer cuscuz com café preto. Gosto mas não quero ter cachorro, sofri com a morte da Shakira. Gosto de chuva forte, de banho gelado, de sorvete exótico, de cheiro de limpeza, dos cheiros da pessoa amada, de escrever, menos que ler, leio o que me interessa ou me intriga, tenho medo do perigo que não controlo, bebo muita água, detesto fazer a barba, não me importo com minha calvície, sou intenso em tudo, perfeccionista, teimoso, carinhoso, canhoto, eloquente, desconfiado, cheiroso, inteligente, fiel e grudento. Não gosto de cigarro nem de bafo de bebida, gosto de escova de dente nova, de camiseta velha, de videogame e computador e de música antiga, aliás choro às vezes quando ouço umas músicas. Gosto de ter energia e dinheiro pra gastar. Gosto de conversar com gente sábia, amo minha família, gosto de dividir comida com quem amo e de mimar quem amo, sou chatinho pra caramba quando não quero conversa ou aproximação. Acordo feliz, tenho sono pesado, falo que amo quem eu amo. Aliás eu não sei amar pouquinho isso é antítese. Sinto saudade da minha mãe, gosto de minha família reunida, Gosto de andar de moto, do vento no peito ou da chuva mesmo, da sensação de liberdade, de juventude, da mobilidade, da economia. Gosto de banho com bucha, de andar na praia, de ver o pôr do sol, o nascer do sol, gosto de conversar com crianças. Não gosto quando me interrompem mas me calo pra ouvir o que me interessa. Falo com Jesus andando de moto (ele sempre me ouve, impressionante), gosto dos amigos verdadeiros mas tenho poucos, não resmungo da vida, detesto quando as coisas engatam ou não desencaixam quando eu pego ou puxo, gosto de consertar coisas, gosto de dominó, de falar de Jesus, de banho de piscina, de rio e de língua. Só sou discreto quando me interessa, só presto atenção no que me convém, gosto de andar descalço em chão limpo, escovo os dentes depois de tomar café (mas só se for em casa), não gosto que cheirem a comida no prato antes de comer, façam isso longe de mim, gosto de uma boa bagunça, mas não com as minhas coisas, não gosto de aglomeração e barulho, gosto de festa chique, de gente simples e de bom gosto, gosto de abraçar, gosto de beijar a pessoa amada até dar cãibra na boca, gosto de chiclete de rótulo preto (são os mais fortes), gosto menos de chocolate e mais de café, parei de tomar refrigerante, aprendi a comer melhor e a comer fruta, meu sorriso sai fácil, minha lágrima também. Gosto que prestem atenção no que eu digo e presto atenção do que dizem, não gosto de sentir calor, gosto de usar minhas botas quando o evento não é formal, falo baixo sempre, nunca grito. Mas poucos socos doem mais que minhas palavras duras que tanto evito falar, gente lerda no computador me estressa, gente afobada também. Gosto de filme com enredo e ação (isso é possível). Mastigo quando como mas engulo muito antes de virar sopa, não tenho medo de altura, não tenho medo do mar, churrasco é pra integrar, não pra comer carne, cicatrizo rápido, faço o número 2 só em casa, tenho 2 calçadeiras (e eu uso), tinha vontade de criar hamster mas não quero o compromisso, gosto de Bíblia da letra grande (idade), não tenho olfato, tenho faro, ouço muito bem (o que me convém), eu uso óculos desde os nove anos, não acredito em e nem respeito horóscopo - acho brega, se você não se sente seguro em pronunciar ou escrever Euríclides use o Roberto (ele foi criado especialmente pra você, querido disfálico/disgráfico). Não confio em quem não me olha no olho, queria tomar mais chá, sexo não existe no diminutivo. Amo o povo da minha célula. Se não é pra engajar, melhor não namorar. Sempre que posso, tomo café com pão com minha irmã (nosso costume). Me identifico com a dor alheia e com a alegria verdadeira, sonho morrer velhinho ao lado de quem amo, odeio a mentira e a calúnia, ela já me fez sofrer um bocado, perdoo com facilidade mas não esqueço jamais, detesto dormir de dia e perder a noite de sono. Tenho ótima memória para coisas fúteis e péssima memória para coisas importantes. Nunca sento direito na cadeira mas ensino todo mundo a sentar como se deve, odeio fazer tipo e gente que o faz, gosto de tomar banho junto, não tenho falsos pudores, tenho verdadeiros amigos, gosto muito do meu trabalho, dos meus colegas de trabalho, meu chefe é um cara que entende do que faz, portanto tenho prazer em fazer bem feito o que ele pede, gosto de perfume caro, de vinho caro, de pão com carne, alface e tomate,
gosto do meu sorriso, do meu olhar, das minhas pernas, das minhas mãos, do meu ombro, da minha boca, da minha orelha esquerda, não gosto da direita, gosto de almoçar fora domingo, de quase dormir abraçado e dormir quase abraçado. Essa é uma pequena parte de mim. Para mais informações, conviva até o sal acabar (e ele acaba várias vezes).
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